domingo, 11 de fevereiro de 2018

A mulher daquela rua

          
Prestige Front Ocean Resort- Sooke-Victoria, Vancouver Island- 7 de Julho. 2016

          No hotel, depois de jantar, admirando a bela vista do hotel, eu penso numa mulher. Quase todos os dias em que passeio pela cidade, eu a procuro com o olhar. Em determinada rua, lá está ela. Uma rua que desce até ao mar, convertida em mercado artesanal. Ela vende artesanato. A rua é poética, mas a poesia daquela figura feminina não cabe naquela rua. Entre um e outro eventual cliente, dedica o tempo a dar forma a pequenas imagens. Trabalha o arame com a força dos seus finos pulsos que manejam o pequeno alicate. Junto a ela, o filho. Talvez catorze anos. Durante os primeiros dias, pensei que aquele era o seu único filho, mas hoje, eu  a vi com mais duas crianças. Uma com quatro anos e outra com cinco. Mulher de rosto bonito. Simples, mas traços fortes, dentro de uma fragilidade feminina que amadureceu à força das contrariedades da vida. O nome dela? Não sei. Maria? Que importa?  O nome não modifica a vida da pessoa. Que seja Maria. A minha viagem imaginária pela vida dessa mulher, daria um livro, ou por outra, muitos livros. Faço de um caderno que trago comigo, sempre que viajo; a minha oficina de notas. Cada apontamento é valioso. A memória pode atraiçoar-me. Preciso confessar, que muitas vezes esta oficina é um pouco escura. Nem sempre o carvão escreve exatamente a verdade. A verdade é um enigma. A luta para decifrar a verdade é, frequentemente, a fórmula para nos afastarmos dela. A verdade é uma paisagem de tonalidades passageiras. O aspeto externo do mar que olho, não é a sua verdade interior. 

Molda-se o arame 
nas mãos cansadas da mulher
moldada pelas circunstâncias
Será verdade absoluta?
E se a mulher moldasse as circunstâncias?

Fernanda R-Mesquita














Jasper- 2009











Esta estátua representa o momento de um trabalhador num intervalo para o lanche.
O termo do café, a chávena e o saco do lanche são feitos do mesmo material usado para a estátua: o bronze.

Edmonton- Downtown - 2010









Lake Louise gelado- 2009




















Fort Edmonton Park - Julho- 2010

Um hotel

O curtimento das peles











O quartel dos bombeiros

O tribunal


Uma prisão

Um bar



História

Foi fundado em 1795 como um posto de comércio nacional às margens do rio North Saskatchewan pela Companhia da Baía de Hudson. Estava localizado próximo do Fort Augustus, um posto da rival Companhia do Noroeste, no lado norte do rio do atual Fort Saskatchewan. Em 1915, o forte foi destruído por uma grande enchente do rio.

Em 1969, a reconstrução do forte começou representado como ele era em 1846, mas desta vez no lado sul do rio North Saskatchewan ao invés de sua original posição perto da atual Alberta Legislature Grounds. Este marcou o início do Parque Fort Edmonton, que tornou-se uma das principais atracções turísticas da cidade.





Povo Aborígene- Museu de Banff





Glacier National Park. Estados Unidos. Cimo das Montanhas





Estádio em Edmonton- Agosto- 2011





As trovoadas e a chuva em Edmonton podem-nos apanhar desprevenidos, sobretudo no final dos dias de   Verão. O que nos pode levar a tiritar de frio e a recorrer a um café bem  quente, se o lugar em que nos apanhar for por exemplo num campo, onde estamos decididos a assistir a um jogo de futebol americano.



Banff- 2012