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Juras

Jabaru, aldeia onde viviam
Jussara e
Joanita que
judiadas por dois
jactanciosos que se exibiam
janotas,
juntaram a
juventude ferida
jorrando lágrimas.
Joguetes de
juras falsas
jardinariam elas a vida ou
jazeriam eternamente
jurando não mais viver?

I
Jussara 


João vizinho de
Jonas, viu-o deixar
Jussara sozinha e triste. Com
jeito bateu-lhe na porta vestindo a
jaqueta domingueira e num tom
jovial garantiu-lhe que ela seria a
jóia da sua vida.
Jussara ressentida com a partida de
Jonas, fez contas ao sofrimento
juntou as duas frações;
João igual a
Jonas, e
jurou não mais querer  sofrer.
João triste pelo
 julgamento
jurou não mais querer ninguém.

Jussara e
João destinaram-se a
joguetes de
juras.


II
Joanita

Jorge
jurou a
Joanita uma casa com
janelas viradas para um
jardim
Jurou de um
jeito que a
jovem acreditou.

Jorge com
jeito para
juras, virou
jardinista de outras
Joanas, às quais
jurou uma casa com
janelas viradas para um
jardim.

Joanita afirmou, sem
jurar, não mais acreditar em
juras
Joaqu…

Gloriosa jornada

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Um verso de amor no bico da ave
que em pequenas porções oferece a força
à pequena cria, que recebe a dádiva com alegria

É uma gloriosa jornada; do bico da mãe ao bico da cria

Felizes das aves cuja grandeza abrange
a veracidade do verbo viver, pois ainda sabem
que toda a criatura que vive tem direito a alimento

E o amor mistura-se bico abaixo; completo sustento

Fernanda R-Mesquita




Imaginem o que estou vendo; Uma galinha de água alimentando o seu filhote.  Como não tive oportunidade de fotografar a cena, recorri a esta foto do meu amigo Rama Lyon.  Ele mora em França, na cidade de Lyon e teve o privilégio de assistir ao nascimento e depois ao desenvolvimento  destes melros. 23 de Abril de 2010

Sou

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Sou folha resistente de árvore exposta aos invernos das terras frias Sou espírito forte vindo de outras eras procurando a perfeição Não sou apenas um corpo. uma voz entre tantas, mas sim uma das expressões verdadeiras das energias do Universo Sou sentimento usando palavras para me expressar Vivo num espaço de paz onde todos os seres são belos Sou alma, um livro de arte que ensina ao coração que o corpo é moradia terrena a respeitar Meu Mestre superior não julga porque tem o coração aberto ao amor e eu sou parte dele e ele é parte de mim
Fernanda R-Mesquita
Foto- Ride the Wind Ranch- 2015


O coelhinho e o ovo

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Nascer para voar

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Um faz de conta

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em e-book https://drive.google.com/file/d/0B2BkSqu0UX9EQXo5a2NZQzc0aVk/view?usp=sharing


Assobios felizes ao amanhecer

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Uma coruja vigia,
folhas secas estalam
sob umas botas ainda frias
de um ser madrugador
que  num ritual tranquilo
lança um assobio libertador.

O vento devagarinho
lança  à  árvore o rumor
que pelo caminho
há um camponês madrugador,
que entoa com prazer
assobios felizes ao amanhecer.

O camponês com a sua mão
retira migalhas de pão
do bolso remendado
do sobretudo usado,
e oferece ao passarinho
que se espreguiça no ninho
pipilando com alegria
ao homem que assobia.

Numa janela quadrada
 uma nuvem dança encantada
à criança que de ouvido sonolento
escuta o vento
que prolonga com prazer
os  felizes assobios do avô ao amanhecer...

Ao Francisco

Fernanda R-Mesquita


Foto- Ride the Wind Ranch, Canada, Alberta
2016
Ride the Wind Ranch é um lugar que visito várias vezes. A completa tranquilidade que o rodeia, leva-me a fechar os olhos e a visualizar toda a minha meninice solta e viva por aqueles prados.



Ebook- O livro ´´Janelas``- segunda edição

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O livro Janelas- segunda edição- aqui : Ebook: https://drive.google.com/file/d/0B2BkSqu0UX9EeW01X3VzWUhQb2c/view?usp=sharing ou na Issuu:


Ventre de silêncio

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Há algo que sobressalta e transforma
o ideal poético que rodeia a ideia do casamento;
o descuido que atrai estilhaços de vidro ao quotidiano,
e a descontínua vontade de continuar a amar o amor como no início,
provocando uma fuga de emoções em direções erradas,
tornando o lar um ventre de silêncio... ou de guerras.
Mesmo quando perdura a guerra
é no silêncio que fica a verdade.
Repetidas vezes
as alíneas  felizes nas primícias da união
transmutam-se em erros que acendem o rastilho
que arrasa o nó matrimonial, mas ninguém vê.
Montam o cenário
e entregam a vida para serem infelizes...

Fernanda R. Mesquita

Imagem :
Montanhas Rochosas- estátua em gelo- Lago Louise- Canadá- 2010




A casa...

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Era a casa...
Não precisei de esforço para relembrar...
Tudo veio ao cimo, tão naturalmente,
explicando que todas as fases da vida
foram apenas adaptações para ir em frente
Senti festa nas raízes da casa,
abraços nas paredes espantadas com a minha presença,
inspirei lembranças e sorri ao sentir que
em algum lugar dentro de mim, estás em mim,
mas que isso não me impede de viver o presente.
É uma lembrança saudável sem cair no saudosismo



















Era a casa...
Eu, uma parte passado outra parte presente,
vi-me menina na janela do meu quarto
 cheirando as rosas da roseira
que já não existia.
A casa restaurada, por alguém que se encantara por ela
e quis mantê-la de pé,
espreitava-me a alma. Enviou-me calor e luz e eu senti o quanto tudo é pequeno e grande, distante e perto. Nada nos prende. Tudo gira constantemente.
Sou uma menina grande que se recusa a envelhecer. Não falo do corpo.
Falo da essência que me empurra para a aventura de viver.
Que mal tem deixar ir comigo os sorrisos de outrora,
as h…

Na textura da noite

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Na textura da noite
o piar melancólico de uma coruja
inspira o poeta
a tocar os sonhos
com as pontas dos dedos.
Ao longe
ouço o piar melancólico de uma coruja;
na mesa, o papel converte-se a pio
e eu a ave noturna.



(foto- Ride the Wind Ranch 2016 )



Tu foste eu e eu fui tu?

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A memória faz-se luz e sombra
quando te olho.
Como uma criança pergunto:
- Tu foste eu e eu fui tu?
Quero dizer-te que estou melhor. Mais segura.
Tu sofrias demais. Passei a olhar o sofrimento, sem sofrimento...
Apenas como fios secos sem força para contaminar a vida. Pois se há coisas más que não mudam, vou eu mudando, de direção...
Ao olhar-te, sorrio também. Da mesma forma que tu o fazias.
Não consegui mudar isso; sorrir e pender o rosto para o ombro.
Deixei-te numa estação e fui embora. Não, não te abandonei. Hoje sei que salvei as duas.
Não imaginas quantas viagens fiz.  Eu também não me lembro de todas.
Nem quero lembrar.
Encontrei muitas terras movediças que sugavam qualquer árvore
que quisesse dar frutos diferentes.
Aproveitei a audácia que ainda tinhas e cheguei até aqui com a nossa essência salva.
Continuo a andar com um caderno e uma caneta para anotar qualquer sinal de esperança
em relação aos caminhos internos do ser. As eras passam e muitos são
os que ainda não acordara…

Viagem mágica

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O sol parecia um girassol que cansado de viver na terra fugira para o céu, as nuvens pareciam bordadas de dourado pelo sol que parecia um girassol.
O burrinho atento ao caminho subia o trilho de pedra e terra, balançando as cangalhas devagarinho subindo o trilho de pedra até ao cimo da serra.
O meu braço como um galho meio bambo caía das  cangalhas que balançavam devagarinho, sentia o beijo das ervas que beijadas pelas libelinhas ondulavam fazendo vénia ao burrinho.
Pendurando a cabeça, quase fazendo o pino via o mundo ao contrário, até a D. Josefina no seu xaile preto dobrado em triângulo, benzendo-se dizia: - Cruz credo, Sr. Francisco, olhe a sua menina!
O burro de orelhas grandes e crina pequena, deitava de soslaio um olhar vivaço zurrando para o cão da D.Josefina, que na tarde amena ladrava ao cordeiro que lhe respondia  balindo.
Horas depois descendo a serra ao teu lado de mãos dadas, ouvia-te cantar, enquanto guiavas o burrinho de lenha carregado, sobre as cangalhas que balançavam devagar.
Na água do r…

O homem da flauta de Pã

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Como seda lavrada caíam as horas nocturnas
sobre a casa pela gigante figueira abrigada,
para escutarem a hora serena no adeus do dia:
- O grilo completo de talento
 saía da toca espalhando magia.
O homem com a sua flauta de Pã,
fina música, historiava o tempo...
Em disciplina a água do rio,
banhava os pés de uma rã,
(humedecendo a sua pele esverdeada)
que sobre a pedra molhada,
abrigada pela gigante figueira,
coaxava em tom baixo
para a lua que serenava no fundo do rio, deitada.
A mansidão e a harmonia da hora,
como uma corda entrançada,
reestabelecia o equilíbrio entre os últimos dias de vida
e a solidão da vida do homem de idade avançada,
que tocava flauta de Pã
nas horas nocturnas da casa pela gigante figueira abrigada.

Depois de um anoitecer onde tudo se silenciou,
um estranho herdeiro chegou,
à casa pela gigante figueira abrigada,
(um herdeiro que não conhecia a serena melodia)
e não viu nada;
não viu a rã de pele esverdeada,
não viu o grilo com a sua alegria e talento
pois pouc…

Lágrimas

Gotinhas húmidas e transparentes
queimam o meu rosto cansado!
Mas não são lume!
São lágrimas fortes e quentes,
são um grito silenciado
num silencioso queixume.

São um livro fechado
tão quase depois de o abrir,
são o poema inacabado
que a meio quis partir.

E nessa lágrima transparente,
nesse silencioso queixume,
morreu o sorriso inocente
numa gotinha quente
que queima sem ser lume!

Fernanda R. Mesquita

Edmonton 2009




Razão

Que talentosos somos para contaminar a razão,
mergulhá-la em águas dúbias,
em intranquilas marés que não cabem no respeito.

A incompreensível  lonjura, no centro da discussão,
à sua razão agarrado, devotado à confusão
vive o abastecedor de palavras absolutas
que me arrumam no silêncio, sem que ele me conheça;
pois o que ele diz que eu penso, eu não penso.
Por isso, ele, razão e eu, silêncio. Bom senso!

Contrapor com alguém de razões empertigado
é um tremendo esforço com  modesto resultado.
Ele gosta de discussão.
Bom senso; eu silêncio e ele razão.

Fernanda R-Mesquita






A paz

Às vezes a paz sai apressada da minha vida,
parte e parece não fazer caso do que eu sinto,
ficam as vozes alteradas, a palavra irrefletida
e eu fico no deserto, com o prelúdio da paz extinto.

Que se calem as vozes por um instante,
que renunciem a esse irrisório enredo,
que a fúria seja delírio, inspiração distante,
que a ira se levante tarde e se deite cedo.

As palavras alteram-se, cegas e sem rede,
são  braços traiçoeiros que a agitação atrai,
grita aquele, grita este, irado, cheio de sede
de uma razão que enfastiada, também se vai.

Por isso, procuro o meu repouso longe de tanta tolice,
no terno ninho  que a paz fez com carinho ardente
e distanciada das sentenças: “tu disseste, eu disse“
achego-me a ele, enrosco-me lenta e docemente!

Fernanda R-Mesquita

Edmonton 2012


Uma mulher sonhadora

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Sentei-me no muro de pedra
para admirar a chegada e a partida dos barcos.
Mas o meu olhar caiu sobre uma jovem que se movia
entre a multidão tentando atrair 
os  olhares masculinos.
Coloquei dentro de um poema
a vida que lhe imaginei;
rosa sorridente
em terreno pedregoso,
pisando o deserto 
que lhe sugaria a juventude.



7 de julho-2016- Victoria, British Columbia

Uma mulher sonhadora

Numa rua da cidade
 igual a seiva em libertação,
um resto de infância numa linguagem diferente,
jovem mulher em transformação;
um coração juvenil, ávido, inconsequente.

Numa rua da cidade
expondo a sua beleza;
se não fosse o primeiro
 o segundo chegaria com certeza,
pronto para amar.

Numa rua da cidade
 Ria-se por cima do ombro ao encontrar
a figura do Zé, comendo-lhe a pele
só com o olhar.
Mas o riso enfraqueceu quando o João mais insolente,
lhe sujou a boca, a deixou só e saiu contente.
E a frescura partiu quando
numa rua da cidade
o Pedro caiu-lhe no corpo, saiu de um salto,
atiçando a dor no seu ventre já tão exausto.

No jardim de uma…

O Joãozinho

Joãozinho já estava a ficar grandinho,
já comia sozinho,
já passara a idade de usar babete...
Mas um dia, no dia em que fazia sete aninhos,
a mãe estranhamente amorosa disse:
- Comprei-te um babete com o número sete.
Hoje tens de o usar. Vá senta-te.
Está quieto,
hoje é dia de festa.
Pronto... assim... toma.
Hoje, quem te dá a sopa, sou eu.
Não vás por nódoa no fato novo...
Não está quente, não vês que estou a soprar?
Bonito, comeu a sopa toda!
Limpa a boca, toma o guardanapo.
Não te amarrotes,
a roupa nova vai parecer um trapo...
Daqui a pouco os convidados estão a chegar!

Não, não comas chocolates...
Só depois de cantarmos os parabéns.
Não passes a mão no cabelo!
Está quietinho,
vais entortar o lacinho!
Quieto não torças o nariz,
vão pensar que nem maneiras tens!
O que foi? Não estás feliz?
O que foi? Porquê essa lágrima?
Não gostas do fato novo?
Não?
Não gostas das senhoras que vieram à tua festa?
Olha que elas têm muitos presentes!
Também não gostas?
Hum...
Olha espera, fecha os o…

Pintura

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Deixei-me apaixonada, descansar... como o rosto pintado numa tela, belo instante; sobre o teu colo disposta a amar, escrava dos teus dedos... delirante!
Sou como o pano pronto a colorir, vaporoso... Que se estende e submete à pintura, onde tu hábil pintor, virtuoso, juntas os nossos corpos... aquarela pura!
E depois dos nossos instintos cansados, descansas os dedos, iguais a pincéis suados... E eu plácida, no teu peito descontraída...
Que pintura real! Que plenitude! Que beleza! Que deixa num quadro a virtude, a certeza de que o amor é o plasma  da vida.
Fernanda R-Mesquita

Edmonton, Canada- Dezembro 2012 Voz de Fernanda R-Mesquita




Instante fugaz

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E porque a hora é cansaço; o passo é pensativo e a estrada é lenta. A natureza  num sublime saber dedilha nas cordas do vento secando o suor e acalmando as veias do homem e do animal, que em silêncio e de passo pensativo pela estrada lenta vivem os detalhes do retorno ao lar como quem agarra a vida na hora do descanso... É o instante fugaz entre a labuta cumprida e a que ainda está por cumprir.
Fernanda R-Mesqita
( pintado a acrílico )



Rio Alcabrichel

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Habituado a longas avenidas, o mar, quis fazer história; tatuou o porto e fè-lo Porto Novo, propôs-se a rio e até hoje, cochila terno entre as rochosas serras
Fernanda R-Mesquita
Foto- Portugal, Porto Novo, 27 de agosto-2017










O desconhecido

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Um desconhecido com algo em comum; procurar o instante da solidão encontrar o momento superior do tão longe ainda que a poucos metros viva a gigantesca sociedade, a aparente área vencedora
O desconhecido passa e por um instante, apenas por um instante, o som dos nossos passos misturam-se Tudo o resto é o universo, sem precisar do homem
Fernanda R-Mesquita
Foto- Portugal, Maceira, 27 de agosto-2017





O conformismo e o fatalismo

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Há quem pesque tempestades durante a noite  para dificultar os dias a quem tão arduamente procura a paz Quem se afogue em castelos de auto piedade e mate campos de girassóis com bebedeiras perpétuas;
o vício de usar o destino para justificar todas as derrotas 





O conformismo e o fatalismo são tumores aparentemente benignos que ocupam o espaço da luz

Que repouse a luz nas sombras de árvores vivas
para que os seus raios sejam somente afiados pela lei das suas raízes; 
desenham-se tronco, galho, fruto e folha, sem se queixarem da vida









Fernanda R-Mesquita

Foto- Edmonton, 12- maio- 2017











Há momentos que pesam...

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Há momentos que pesam...
Por muito que alongue as asas para voar
sou empurrada pelo rigoroso relógio
das sombras que dançam na alma
dos que não se importam
chegar tarde à felicidade

Felizmente um arco-íris surge sorrindo
tornando o momento leve e sereno
Fernanda R-Mesquita
Foto- Edmonton, 12- maio- 2017
















Sem punição

Queremos possuir tudo; possuir o desconhecido bem vestido que passa para possuirmos a vida dele. Possuir a bela mulher modelo para possuirmos as suas linhas perfeitas. Corremos, à pressa às lojas, para comprarmos e possuir o shampoo ou o creme que como milagre, em poucos dias, nos transformarão iguais a quem foi pago para nos induzir a possuir. Queremos possuir as lojas de roupa para as trazer para casa É necessário possuir para nos sentirmos importantes e acabamos envergonhados do que temos. E por vergonha continuamos a correr em busca da posse e acabamos por aprender a roubar sem o perigo de sermos presos; não existe prisão para quem rouba a identidade do pai, da mãe, do irmão...
A modéstia é um suplício, a nossa alegria é poder dizer que somos filhos de doutores, nunca de um analfabeto. O nosso irmão é um príncipe porque o nosso equilíbrio está na inveja que provocamos nos outros. E tudo isso porque aprendemos a dar primazia à aparência janota do boneco que somos. O boneco que somos só pode ser dono de um pa…

Ao imaginar que tu existes

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Ainda não sei se és princípio no corpo da tua mãe,
mas apenas a possibilidade de existires
abre em mim uma janela, por onde eu lanço a minha voz
para te dizer que eu te amo, meu amor.
Sim, chamo-te de meu amor sem medo de me expor à zombaria alheia
(Porque, hoje em dia, muitos riem de quem tem a coragem de falar de amor)
Se me ouvires antes de entrares no teu berço maternal
leva esse amor contigo e fá-lo estrela no teu céu, que sei que será vasto.
Que o sol te seja farol,
luz e amor a crepitar nos teus caminhos.
Eu hei-de deixar partes de ti em poema
e tu porque crescerás dentro dos braços dos teus pais
e os três existirão, por longos dias, embriagados de harmonia
num lar pleno de plantas tranquilas, aspirarás colecionar abraços.
Os humanos ficarão espantados como o o amor
faz ninho dentro do amor.
E porque ao pensar que tu existes,
ao imaginar tudo isto... dentro de mim, primavera!


Fernanda R-Mesquita


Eis tu...

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Eis tu, vestida de um universo que tento alcançar com o longo braço da imaginação É longa e alta a escada que se estende por um lençol que guarda mistérios do mundo de onde vieste Tenho amor a sobrar para chegar ao teu reino que adivinho pleno de ruas pavimentadas de vida
Tu, ao meu colo, com dois dias de vida


Fernanda R.Mesquita

Ísis

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Assim te deixei...

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Flash

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A sabedoria de um professor

Olhou a plateia.                - Para me despedir destes meus 50 anos dedicados ao ensino; trouxe um sonho que me visitou há 40 anos. Experiências científicas têm demonstrado que o nosso ADN muda com as frequências produzidas pelos nossos sentimentos e emoções. Eu mudei, após este sonho.            Imaginem uma figura austera; eu, caminhando como se carregasse algo penoso. Eu era inteligente, mas as sombras que me encolhiam o pescoço nos ombros dobrados, falavam de medo. Numa terra inóspita em obediência a uma estratégia, trinta alunos sentados, separados de mim, por altas e perigosas escarpas. Envolvido na luta pelo sucesso, eu, professor monótono, aposentado no meu comportamento inflexível, acabara numa ilha de acesso complicado, onde imperavam hábitos rotineiros. Tentava atingir os meus alunos com a minha figura de poder. O poder disfarçava o medo de não ser respeitado; passara a ser temido. Da musculatura rígida dos trinta alunos surgiu uma criança:               …