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A mostrar mensagens de 2017

Beleza natural

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De face rubra, de vermelho a palpitar de tão gracioso perfil, altivo e brando, és fruto selvagem, digno de admirar, que obriga a parar a quem vai passando.
E a neve, como branca e leve espuma, como os versos cheios de uma canção, libertam as suas rimas, uma a uma e em graciosos flocos brancos, a ti se dão.
E numa combinação tão bela e real, na tua face rubra, vermelha a palpitar cai a neve branca de forma escultural criando um poema mágico no ar.
E o ramo que te sustenta vitorioso, agradece à vida que não lhe negou, um tronco robusto e poderoso num chão que de felicidade o perfumou!
Fernanda R-Mesquita

Momentos de ouro

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São estrelas de ouro, sonhos gloriosos na noite azul onde a lua pousou, são pérolas da vida, diamantes radiosos, são fantasia em flor que a vida talhou.
São assim os momentos grandiosos na noite azul onde a lua pousou, por onde viajam em liberdade e poderosos, pensamentos meus, reflexos de sonhos que a vida me mostrou!
Fernanda R-Mesquita



Não, não são ciúmes

Não, não são ciúmes, é o estado em que me deixas,  quando nos teus poemas não me reconheço,  é um  pressentimento... são mudas queixas, é uma embriaguez triste que não conheço.
Não, não são ciúmes, é esta vontade louca, em querer acreditar que é meu o teu amor,  apesar dos traços frios da tua boca me oferecerem tanta vontade de chorar, meu amor.
 É dor forasteira que me dá medo por notar no teu olhar um segredo que te faz fugir de mim...  Fadiga?  Talvez!
Não, não são ciúmes, são um cansaço, vontade de eu ser o que fazes, de seres o que eu faço de voltarmos a sermos o que fomos na primeira vez!
☀️ Fernanda R-Mesquita


















Chegar a ti

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Embalada pela saudade a minha carícia acordou, tremeu porque te quis e não te viu, deitou-se na distância que a levou ao sonho que me abraçou e sorriu.
Escuta e sente a todo o momento... É o meu desejo de ti que escreve esta história; se de noite ouvires um grito, é o meu tormento, que insiste em fazer de ti a minha memória,
 Se olhares o céu e vires uma estrela cadente, não a deixes cair, sou eu!... Abre os teus braços, acolhe-me e sente que o meu amor vive por ti, é só teu.
E se os mares pela terra navegarem e se o sol de noite brilhar e se a lua passear de dia e as estrelas cantarem... é a luta do Universo para eu até ti chegar! ☀️ Fernanda R-Mesquita



Não te feches

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Não feches num cofre, o teu coração, para que ele encontre a sua hora, o seu espaço e não se ausente da vida... e o cofre, pode ter armadilhas... Não deixes que te sobrem maravilhas por sentir esgota-as multiplicando-te derrama-te como um vaso cheio tentando ver como se fosses cego... sentirás melhor... Permanece lúcido para viveres, mas não cresças demais. Não fiques à porta à espera que outros a abram, raramente a abrirão da forma certa para passares. Conquista o teu mundo, dedica-te a ele mas nunca ao mundo inteiro... sentir-te-ás perdido. Não vivas alheio ao mais solitário, ele terá tanto para te dizer! Procura no céu, nas estrelas ou na lua... que te falarão da vida, da real vida. Não deixes de exprimir aquilo que queres ser... Que o reflexo do teu olhar viva por vontade tua! ☀️ Fernanda R-Mesquita










Poema que me suporta

Relembro todas as palavras que te escrevi, são como um rio de amor que te dediquei... Nascem nas noites que quieta fico junto de ti, novos versos, quando já todos ter escrito pensei.
E neste teu descanso que eu vivo e sinto com amor, passeio a minha mão pelo teu rosto, sem te acordar, varro o inverno do meu corpo com o teu calor enquanto com amor, não durmo para te olhar !
Sabe a manhã que não tarda, que sem ti invento um novo poema deste amor que cresce no tempo onde o sentimento a tudo resiste.
O teu abraço que não dorme impede-me de viver perdida, é  um novo poema que em mim nasce e me dá vida, é a inteira luz quer a quadra seja alegre ou seja triste! ☀️ Fernanda R-Mesquita















Hora vazia

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As palavras

Brincam comigo as letras, sim, me confundem e fazem questão de saírem de dentro de mim, sem que eu lhes consiga dizer não.
Aos sentimentos discretos, elas têm uma forma especial de os deixarem descobertos de forma tão natural!
Quando eu penso que já está, que já não vou mais escrever, que mais palavras não há, que mais nada tenho para dizer...
Vêm palavras teimosas, querem elas assim viver, em poemas ou em prosas para quem as queiram ler.
Porque me confundem assim, porque brincam comigo, porque vivem em mim e viver sem elas não consigo?... ☀️ Fernanda R-Mesquita













O Homem funda igrejas

O Homem funda igrejas, ergue altares, diz guardar as leis de Deus dentro delas... mas poucos as expandem nas acções. Raramente as deixam brilhar; poucos excluem o materialismo e muitos adiam a vontade de serem santos. ☀️ Fernanda R-Mesquita






























O mar

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O mar rompe meticuloso pelas minha memórias, como se de tão longe quisesse ser o meu berço e acalmar as horas sós que se embrulham em histórias, algumas sem fim e outras com um curto começo.
Lembro-me que, às vezes, em zigue zagues lentos ele deixava as ondas devagarinho, comovidas, beijarem os meus pés e os meus pensamentos, acalentando-me no seu leito... como um rei que tem mil vidas. ☀️ Fernanda R-Mesquita








Quando a amizade sabe a traição

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Que espada é esta tão afiada e tão aguda, que me fere com tanta intensidade, que modulação é esta que me deixa surda com ruídos de traição, quando pensei que era amizade?
Que duro é este golpe estonteante, que invade o meu discernimento, destrói a minha esperança, outrora confiante e me reduz a este estado de sofrimento!
Nem te desculpa a tua imperfeição... que triste a forma como desdenhaste, te riste, traíste e insultaste a amizade que te dei!
Não vou usar a mesma chave para abrir a porta do lugar onde deste a nossa amizade como morta... melhor esquecer-te... viver de rancor, não quero, nem sei! ☀️ Fernanda R-Mesquita









Guerreia

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Guerreia no porto onde se batem as tuas tristezas e compra a coragem no rio que nas margens traz, a bravura de um guerreiro que luta por certezas e que deseja desaguar na foz, onde mora a paz!
Resiste ao desespero de querer desistir, resiste à guerra das sombras de vida sombria! Foge de onde te roubam a liberdade de sorrir, agarra a luz, resiste à noite escura até ser dia!
Rasga de ti o medo do mundo e na vida avança, vive na certeza... quem quer, sempre alcança mesmo que saibas que o medo, por vezes voltará...
Prende-te à pedra preciosa do dia mesmo que te pareça ser fantasia, se compreenderes a vida... o sol não tardará! ☀️ Fernanda R-Mesquita










Insónia

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Como sombra de um sono que não vem, como estrela de um firmamento já conhecido, tento sentir o repouso que a noite tem, mas se a noite vem, o sono parece ter fugido.
Tropeço nos tentáculos da escuridão mas ninguém ouve... como podem ouvir? Esta é a hora longa que acordou a solidão e quando o ruidoso mundo se calou para dormir. ☀️ Fernanda R-Mesquita















Sonhar

Apagar as sombras que escurecem a justiça e o amor, criar jardins nessa tristeza que em ti cresce, sonhar que é esperança, que não é dor, que não é medo o arrepio que te estremece.
Quero junto contigo fechar os olhos e imaginar, que o toque que bate na tua porta não é a fome, que o frio que te cobre é apenas o calor a dormitar, que a lágrima que desliza não é dor que te consome!
Sonhar que não há heróis por saberem matar, que todas a diferenças são um jogo para brincar e que o Homem é jardineiro, semeador de esperanças.
Dar-te a mão e inventar alegres histórias contigo, imaginarmos o mundo como um seguro abrigo porque em campo de batalha não existem crianças! ☀️ Fernanda R-Mesquita






















Aquela pequenina princesinha

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Lembras-te daquela pequenina princesinha que enquanto dançava sempre sorria e em tantos desenhos, desenhava uma casinha com uma janela, onde o sol brilhava todo o dia?
E das flores verdes do teu vestido branquinho? Tão graciosas como os teus caracóis a florescer, no teu rosto rindo e caindo de mansinho, deslumbrantes anéis nos teus ombros querendo viver!
E as branquinhas sandálias que eu te comprei? Iguais ao teu vestido branquinho que nunca esqueci, seguravam-te os passinhos, que tantas vezes equilibrei em ternos abraços, que hoje perguntam por ti.
E o pijaminha onde vivia aquele bonequinho? Dele eu inventava histórias e igual a ele tu querias ser. Ele ria contigo, brincavam alegres e juntinhos e eu dizia-te que ele vinha de longe para te ver.
Depois de tão cansados de brincar, estreitavam um abraço para dormir e eu apagava a luz depois de te aconchegar deixando no teu lençol uma lágrima a sorrir
Não te esqueças daquela pequenina princesinha, não a deixes sem sorrir, viver sem magia…

A tarde vai a meio

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A tarde vai a meio e chove meu amor; as árvores e as flores deixam-se regar pelas gotas doces que caem do céu. É como quando eu e tu, nos deixamos passear pelos caminhos onde um oculto esplendor brilha num olhar que é apenas meu e teu. A tarde vai a meio e chove meu amor; tudo fala de  tranquilidade, onde o amanhã será apenas o amanhã e o hoje a certeza de que ontem, um sorriso alheio à dor se entrelaçou na tua e na minha mão, falando serenamente de amor!
Fernanda R-Mesquita



Pássaro negro

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Pássaro negro quem te vestiu assim? Será a vaidade de um criador, ou apenas te exibes assim para mim, nos voos que exibes ao meu redor?
Em posição deslumbrante e bela, cantas-me um pouco a tua canção e o quente reflexo que deixas na minha janela, é um beijo quente no meu coração.
Os teus olhos negros, na tua negra plumagem, parecem um convite para eu voar contigo e porque não fui feita à tua imagem, não poder voar me parece um castigo!
A neve cai e partes sem parecer ver, que voos tãos negros são apenas atributos teus, onde a vida, apenas branca quer ser e que  a tua magestosa negrura expõe a obra de um Deus!
Fernanda R-Mesquita








Um riso de esperança num corpo antigo

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No teu corpo antigo, fizeste-te floresta das tuas lembranças e dos teus sonhos. Deste-te a muito mais do que à floresta que se oferece aos meus olhos... deste-te à vida! Não estagnaste no sono nem nas sombras das tuas vizinhas. Lançaste as tuas raízes à profundeza do lago e os teus galhos à imensidão dos céus. Não te definhaste nas sombras do anos, mas sim pediste ao vento que te sacudisse, quando a preguiça de viver te invadisse. Não adormeces a cada raiar do dia nem tremes nos pesadelos da noite. E tudo isso eu senti, apenas ao olhar o filho, que exibes no teu tronco, tão cheio de cor e rindo esperança!
Fernanda R-Mesquita

































Poderes invisíveis

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Estende-se pela terra em completo esplendor, poderes que ninguém consegue abalar, leis que germinam da mão do amor, que me cantam ao adormecer e ao acordar.
Se passeio pela terra molhada por uma chuva que caiu do céu, sinto na erva fresca e orvalhada um presente que a vida me deu.
O manto invisível que me parece cinzento,  o ganso feliz que nada no lago pachorrento me falam de força, coragem, amor e poder,
empurrando o meu passo à esperança, ao nó que se formou quando eu era criança, entre mim e a vida que me viu nascer!
Fernanda R-Mesquita




























 Foto Edmonton- Agosto 2012


Cinzento

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Ao alcance dos meus olhos, não vive o mar nem um céu azul, apenas o cinzento se lembrou de acordar. Talvez a Primavera brote amanhã. Até lá, deixemos  que os sentimentos vivam para que as palavras  não despontem sós e conquistem o poder de levar oceanos onde eles não existem.
Fernanda R-Mesquita










Os meus poemas

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Os meus poemas são palavras que correm, são doces sabores, por vezes doce azedume... sentimentos que em mim nascem e não morrem, que deslizam em mim como um queixume!
Os meus poemas são tristeza, são alegria, são criança que brinca, chora mas que não adormece. Sonham na noite o que querem ser de dia... são luz, razão que me conforta e entontece!
São maré forte ou o som de um riacho a brincar, alienação que não me deixa dormir, uma lâmpada que não se deixa apagar, uma mão forte que não se cansa de sentir!
Fernanda R-Mesquita
 na edição n.21, de Maio/Junho-2015 ( na revista Ponto & Vírgula), no Brasil





A casa da minha infância

Enraizada entre as serras de ar fresco e calmo, acolhida por uma inspiradora seiva campestre, canteiro odorante desabrochando um eterno salmo, aconchegando o morador no dia mais agreste.
Era a casinha de paredes caiadas e cobertas pelo amor... De janelas brancas, abrigadas à beira do telhado, de barra azul,  resistentes,  amparando qualquer dor, reflectindo pelos vidros...  as rosas de tom rosado!
Os afectos desfrutavam  uma disposição apalaçada, fazendo rir de alegria, os tectos, por tudo e por nada... Abrindo as portas ao sol, mesmo em dias de Inverno!
Foi uma cascata de vida, umresplandecentejardim, a força que me formou, que sempre quis saber de mim... Um quadro perpétuo; a lembrança deste colo materno!
Fernanda R-Mesquita














Fica por explicar...

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Da frescura da árvore solta-se a respiração de uma ave e ouve-se no ar um sinal de liberdade; o pássaro pensou voar e voou... Ainda rodopiou aqui por baixo espiando, esperando por pegadas de felicidade na terra... Sem se convencer nas crenças dos homens entregou-se ao rosto feliz do céu.
Toda a expressão do Mundo, numa perfeição suprema permitiu-lhe um novo tempo, uma nova vida num novo voo e a vida apareceu cheia de sentido... Que pecado desequilibrará a nossa relação humana com a natureza? Fica por explicar...
É um mundo em presença de outro...

Fernanda R-Mesquita

A revista  Na Issuu

Um belo retrato que rejeito

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Parece que uma nuvem reparando na minha figura desceu num movimento vertical muito nobre e que com gotas de água, uma a uma, com doçura formou cada partícula do vestido que me cobre.
Que a Primavera num gesto harmonioso tocou com os lábios nas flores de um jardim e encaminhou num sopro delicado e gracioso  pétalas de rosas que voaram  até mim.
Mas os meus olhos cismados pela vida pedem ao meu corpo que almeje a partida, porque aquela coroa de rosas sobre o véu
e o esbelto vestido que me adorna prendem-me numa existência que me torna apenas num belo retrato que rejeito;  não sou eu!
Fernanda R-Mesquita


Poema premiado



Dedicado a todas as mulheres e às jovens-meninas que viveram e muitas ainda vivem,  numa situação de desconforto, dominadas pelos hábitos sociais que as rodeiam. Hábitos que as vestiram e vestem, aparentemente bonitas, como se fossem obras primas de mentes dominadoras. Que todos juntos, possamos irradiar luz e amor, para que a liberdade chegue, não apenas às vítimas, mas t…

Nunca apenas por prazer

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Existe entre o meu corpo e a minha alma uma conexão profunda que me leva a protegê-lo. Ondas de luz constantes que unem dois elementos diferentes; se torturo o corpo a alma chora. Por isso amor, faz comigo amor. Não tentes, nunca, usar o meu corpo apenas por prazer. Cada entrada em mim, sem ser por afeição a mim, é um arrancar brusco de raízes, e a alma chora. Sim, porque o meu corpo são pétalas de rosas alimentadas por um jardim invisível que se recusa a lançá-las a um campo de urtigas. Deixa a ave que há em mim cantar como se fosse sempre primavera; não sejas o insensível caçador. Não me tentes à traição, será inútil. Traição é hábito feio entre muitos seres humanos, nunca entre o meu corpo e a minha essência. Não desfolhes as rosas apenas por prazer. Envolve-as em carinho, sê o abraço em torno da minha pura nudez reconhecendo a força da alma, através da delicadeza dos seus traços.
Fernanda R-Mesquita





















Vídeo de apresentação da Antologia n.11

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Participantes da Décima Primeira Antologia Ponto & Vírgula

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Prefácio por Antonio Carlos Tórtoro
Poemas 1. Adriano Pelá: Terceira idade
2. Alceu Bigato: Conta-gotas do Infinito, Garra Cabocla, Bom dia, Dia!, Gostaria de ver.
3. Alciony Menegaz: Sarau Cultural
4. Antonio Carlos Tórtoro: Homenagem póstuma ao jornalista Henrique Nicolini: o homem que trouxe a semente do Panathlon Club para o Brasil.
5. Antonio Perucello Ventura: Contraste
6. Arlete Trentini dos Santos: Socorro, Senhor Deus!
7. Arnaldo Martinez: Eu tinha um passarinho, E daí?.............
8. Cynthia Moreti: Amém
9. Dagma Paulino: Poema da dor
10. Débora Ventura: Poema para meu amor
11. Elizabeth Bevilacqua Areco: Sem nome
12. Fátima Moreira Melo: Momentos
13. Fernanda Rocha Mesquita: Paz
14. Irene Coimbra de Oliveira Cláudio: Será que vale a pena? Para livrar-se do enfado, Recado! Gotinha de orvalho.
15. João Gandini: Dois extremos no tempo, Que bom, Rio, Odeio Ratos.
16. Leonor Dalva Barros Réa: Apenas um sonho, O beijo na Estação da Luz.
17. Lucy Stefani: Árvore Mulher
18. Maria Apda R. Gaiofato: A…

Os profanos do tempo- João Murty

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Este livro "Os Profanos do Tempo" é um romance de ficção cujo início já remonta à alguns anos e só em final de Outubro/2015 foi terminado. O  Livro foi lançado em Dezembro e teve publicação em dois jornais.
O meu comentário ao conto ´´Os anjos também tocam`` de João Murty. ( Um dos contos que compõem o livro)

     Neste conto, João Murty, alcança uma realidade que abrange muitos humanos.      Sebastião, filho de Sara, nasce fisicamente frágil. A mãe, cuja vida não é fácil, traça o seu próprio caminho; com a mente e o coração inclinados a um cenário altamente negativo, influi no filho, um impacto de medo e vulnerabilidade. Ela apesar do seu amor pelo seu descendente masculino, oferece-lhe o que sabe; um pouco de comida e repetidas agressões. Atitude que condena Sebastião à insegurança. Os dois ligados, pelo ato de dar e vir à luz, não souberam ou não conseguiram lutar, contra o mundo que se impunha feroz e desigual. Ele apaixonado pela música, não consegue abandonar essa atracção…

Pow Wow- reunião dos povos nativos da América do Norte-

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1-Agosto-2015




Descobrir. aprender, conhecer faz parte de mim. Adoro viajar. Mas nem sempre é necessário sair para muito longe para que eu ingresse numa viagem.
Sentir de perto, a forma como este povo se reúne para relembrar as suas raízes é arrepiante de tanto sentimento que eles colocam nos seus cantos e danças. Os trajos são lindos! 


Um pow-wow (também grafado powwow, pow wow ou pau wau) é uma reunião dos povos nativos da América do Norte. O termo vem da palavra powwaw, que significa "líder espiritual" no idioma dos índios narragansett.
Hoje em dia, um pow-wow é um tipo específico de evento no qual indígenas e não-indígenas se encontram para dançar, cantar, socializar e homenagear a cultura dos povos indígenas norte-americanos. Geralmente há uma competição de dança, quase sempre com a entrega de prémio significantes em dinheiro aos vencedores. A duração dos pow-wows podem variar de 5 ou 6 horas até três dias seguidos. Os principais pow-wows, ou aqueles convocados para oca…

A revista Ponto & Vírgula em Paris

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A grande aventura de Irene. Apenas ela a pode descrever. O que,
então, poderemos dizer? Falar da alegria que sentimos, quando, ainda que longe, verificamos que alguém que nos é querido está realizando um sonho. Quando nutrimos sentimentos sinceros por alguém, sentimos felicidade quando essa pessoa está feliz. Os mais pequenos gestos se tornam gigantes, fluindo energias tão fortes capazes de ultrapassar qualquer distância física. Irene viajou do Brasil até Londres e depois até Paris, levando na bagagem alguns frutos da sua luta; alguns exemplares da revista Ponto & Vírgula. Cerca de um mês antes de partir ela vibrava com a vontade de realizar um dos seus sonhos: entregar a revista no Teatro Le Point Virgule.                 Eu nunca duvidei que ela fosse capaz. Conheço a sua determinação. E ei-la, em Paris, na entrada do teatro Le Point Virgule!            Eu, daqui, num outro continente, sorria imaginando o seu desassossego enquanto não visse o seu sonho concretizado…