Apenas viver

Quero sentir no meu rosto o beijo do vento matinal,
caminhar  pelo mundo, ver o  sol nascer,
sentir que a liberdade é um direito natural,
como viajante do Mundo, o sentido da vida não perder.

Quero ver o encontro do sol com a lua,
ouvir as leis que entres eles estabelecem,
ver o sol partir numa postura tão sua,
ver a lua embelezar esperanças que amanhecem.

Fantasmas obscuros, de mim quero ver partir,
recuso as suas vozes, os seus risos como companhia!
Não quero que lágrimas, de mim vejam sair,
quero ter a paz que à noite na minha porta batia.

Quero partir os muros que me cercam e me sufocam,
para em liberdade poder correr e partir,
quero sacudir de mim os fantasmas que me tocam,
que em loucas ciladas me tentam prender para eu não fugir.

Quero apenas ter o direito que ao nascer herdei,
não quero fazer parte desta moldura incolor, sem vida!
Quero sentir que em todos os sabores da vida borbulhei
e palmilhar a estrada que para mim foi estendida!

Fernanda R-Mesquita

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