segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Canto sem sol e sem lua

O bosque no inverno- Edmonton- 2013

Não me quero abandonar a este cansaço taciturno,
onde o meu corpo magro e o meu rosto pálido
parecem querer-me aprisionar na tormenta
de que sou presa condenada por um vulto noturno.
O mundo desfila obscuro
e eu sinto- me um marinheiro distante,
expulso por um mar revolto que me desaguou
num canto sem sol, sem lua...
Numa ignorância que não quero, que não procuro,
mas que por mais que eu me levante
torna-me sereia frágil  que se desencantou...
exposta a coisas mortas e que ao sofrimento me perpétua!

Fernanda R-Mesquita




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