Direito de viver...

Um eco no espaço me trouxe um pedido de carinho,
saí do meu mundo e conheci o lugar,
onde a tristeza domina a alma de um velho sozinho,
onde o leito dos seus sonhos é o silêncio do luar.

Uma criança perdida num futuro incerto,
espancada por desencontros entre a justiça e o direito,
fustigada por solidões, sem o amor por perto,
onde nuances do desespero se refugiam em seu peito.

E o velho sem saber o que o espera,
procura o amor mas recebe o recado,
a quem toda a vida se dedicou, o julgam fora de era,
a quem tanto deu, de nada tem a seu lado.

Em tempos iguais com idades diferentes,
duas criaturas indefesas não encontram espaço,
numa cultura de frieza e egoísmo, como sementes,
onde apenas os dois, conhecem a doçura do abraço.

E uma lição de vida este momento me deu,
em dois seres que tanto sentem e precisam de dar.
Anos de sabedoria numa alma que ainda não morreu
e uma criança que nasceu com o direito de sonhar!

Fernanda R-Mesquita

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