segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Nada


Quis dar voz ao silêncio, momento louco...
quis ganhar a vida... ser gente enfim,
não veio a voz... morri um pouco
e em silêncio dei de novo por mim.

Resisto à vontade de nada ser,
mas não me sinto capaz ou  resistente
porque sinto no nada, a vontade de tudo perder
e viver no vazio onde nada se sente.

E esta pouca vontade que me atrai,
esta dormência onde nada sou,
cobre-me na escuridão, parte e... ai,
deixa-me docemente só, assim... como estou!

Fernanda R-Mesquita

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