Não, não são ciúmes


Não, não são ciúmes, é o estado em que me deixas,
 quando nos teus poemas não me reconheço,
 é um  pressentimento... são mudas queixas,
é uma embriaguez triste que não conheço.

Não, não são ciúmes, é esta vontade louca,
em querer acreditar que é meu o teu amor,
 apesar dos traços frios da tua boca
me oferecerem tanta vontade de chorar, meu amor.

 É dor forasteira que me dá medo
por notar no teu olhar um segredo
que te faz fugir de mim...  Fadiga?  Talvez!

Não, não são ciúmes, são um cansaço,
vontade de eu ser o que fazes, de seres o que eu faço
de voltarmos a sermos o que fomos na primeira vez!

Fernanda R-Mesquita

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