O mar


Santa Cruz, Portugal- Agosto 2017

O mar rompe meticuloso pelas minha memórias,
como se de tão longe quisesse ser o meu berço
e acalmar as horas sós
que se embrulham em histórias,
algumas sem fim
e outras com um curto começo.

Lembro-me que, às vezes, em ziguezagues lentos
ele deixava as ondas devagarinho, comovidas,
beijarem os meus pés e os meus pensamentos,
acalentando-me no seu leito...
como um rei que tem mil vidas.

Fernanda R-Mesquita


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