segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O natal


Feliz natal! Parece um desejo profundo...
no entanto, soa a uma alegria estranha, imprecisa,
tão efêmera, como um  refrão que se alastra pelo mundo
numa bondade tão volúvel, tão indecisa.

Memórias tão fracas, esqueceram tudo...
Durante um ano viveram numa moldura,
onde o amor parecia surdo e mudo..
Agora... dispara golpes de simulada ternura.

Um dia, onde os presentes se pluralizam,
onde os telefones tocam uma vez por ano,
juntam sonhos de paz e com cantos suavizam
o que desumanamente deixou de ser humano.

O dia passa e apagam-se as mãos espirituais,
muitas crianças voltam ao prato pobrezinho
e o mundo retorna aos dias que se tornam rivais
do velho, que enfrenta de novo, a vida sozinho.

Fernanda R-Mesquita












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