Pássaro negro

A um corvo, em Swan Hills, que aparecia à minha janela fevereiro de 2010
Pássaro negro quem te vestiu assim?
Será a vaidade de um criador,
ou apenas te exibes assim para mim,
nos voos que exibes ao meu redor?

Em posição deslumbrante e bela,
cantas-me um pouco a tua canção
e o quente reflexo que deixas na minha janela,
é um beijo quente no meu coração.

Os teus olhos negros, na tua negra plumagem,
parecem um convite para eu voar contigo
e porque não fui feita à tua imagem,
não poder voar me parece um castigo!

A neve cai e partes sem parecer ver,
que voos tãos negros são apenas atributos teus,
onde a vida, apenas branca quer ser
e que  a tua magestosa negrura
expõe a obra de um Deus!

Fernanda R-Mesquita








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