segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pela manhã

Num gesto lento levanto os braços e abro a cortina,
Sorrio ao mundo que parece ter nascido perfeito,
endireito o corpo, abro a alma e inspiro a aragem fina
e  pouco a pouco solto a noite do meu peito.

Espalmo o meu rosto contra a vidraça,
tentando dissolver o tédio do meu pensamento,
para dispersar a confusão que a distância traça
nas sombras do sol que tenta brilhar neste momento.

Saio para a rua e tento distrair o olhar,
tentando ver gente, vencer a saudade,
mas quanto mais gente eu vejo passar,
mais só e pequena eu me sinto na grande cidade!

Fernanda R-Mesquita

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