Pequenos nadas


Vem meu amor, devagarinho,
escutar o que eu aqui guardo.
Vem, eu conto-te baixinho
para ouvires bem o que trago
e conheceres o que vive sozinho,
aqui, no meu peito trancado.
Sabes o que mais desejo de ti?
Os teus pequenos nadas!
Sim! Porquê esse olhar que sorri?
Não sabes que os nadas que guardas
tão desprendido assim,
são o tudo que quero ter
assim, dentro de mim?
Aquele sonho sem valor nenhum
e o leve frio que te fez estremecer
e um gesto teu,
que para ti é apenas mais um,
eu queria sentir docemente
que tão naturalmente,
é meu!
Pequenos nadas... pequenos?
Pequenos podem parecer,
mas a um grande amor
não deixam de pertencer!
Porque eu, meu amor,
não amo menos
os pequenos nadas, que para ti
não preciso saber.
Um grande amor
não deixa de sentir dor
quando sente que de um pequeno nada,
germina uma vontade de esconder
e sabe que pode assim... do nada...
uma grande dor nascer!

Fernanda R-Mesquita






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