Tanta maldade que não é inocente...


Tanta maldade que não é inocente, mas sim fria, cuido eu,
oculta num falsa bondade, clemência pervertida,
jura verdade sobre a mentira encarando de frente o céu,
plantando fingida misericórdia  a quem já pouco tem da vida.

De mão gelada envolve a vida numa mortalha e geme
como alguém inocente, de peito brando e puro,
de malvadeza sibilante que não teme
e como quem sabe que demora o castigo duro.

Como noite amarga, destrói a paz, traz a ruína,
como serpente que rodeia a árvore, aperta e tortura,
parecendo mais forte do que a lei divina.

Golpeia o próximo, profanando o segundo mandamento,
transformando a linhagem de Abraão em raça impura
e o Mundo que Deus criou para ser belo, num tormento!

Fernanda R-Mesquita






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