quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Pranto da Terra


No conservatório de Muttart- Pirâmides de Edmonton
 4 de janeiro de 2011


Pensei ser melhor que o ouro, a prata ou o cristal
quando nasci para ser jardim naquele dia sagrado,
ser chão seguro para quem nascesse e afinal
pareço ter surgido num dia amaldiçoado.

Nasci com um encanto que o cansaço me roubou
por sentir que seres tão inocentes quanto eu,
choram e flutuam na vontade  de alguém que passou,
com o coração vazio que o amor não conheceu!

Eu queria ser o cais de gaivotas em liberdade
e não este deserto onde o delírio confunde a realidade,
onde secam os rios pelas lágrimas em que me desfaço.

Há quem me beije a face e depois como castigo,
me cerre as entranhas, me trate como inimigo...
que não morram também, os céus, de cansaço!

Fernanda R-Mesquita


Na pirâmide  tropical encontrei esta magnifica representação da terra-mãe: um corpo desenhado por plantas, expondo silenciosamente o poder e a simplicidade doada pela terra, que a todos oferece vida. Vida que desprezamos e maltratamos.






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