O pássaro que roubou a minha pizza!

Hoje o dia está lindo aqui em Edmonton e não resisti a comer a minha pizza na rua. Levei o prato para a mesa mas como me tinha esquecido da água, fui dentro de casa buscar uma garrafa. 
 Ainda dentro de casa comecei a ouvir um canto forte de uns pássaros que aparecem muito por aqui, mas dos quais ainda não sei o nome. Fui rapidamente buscar a máquina fotográfica e já com a garrafa saí pela porta da sala e fiquei toda feliz porque tinha à minha frente estes três pássaros que cantavam estridentemente.







Reparei que um pouco afastado estava um quarto pássaro sozinho, parecendo aflito, cantando  num tom de aviso. Mas não é que estava mesmo! De repente olhei para o meu prato e ainda pude ver um outro pássaro levar no bico um bom pedaço de pizza.  


 O amigo continuava aqui como que gritando: despacha-te! 
 Vocês não podem ver, mas é já o pássaro ladrão, que fugiu para perto do amigo levando no bico um pedaço da minha pizza . Ele atirou o pedaço de pizza para o outro lado e escusado será dizer que  todos  voaram rumo a ela.
Soube-me a gargalhadas o resto da pizza e claro à falta do outro pedaço. 

Mais tarde, através da minha amiga Viviana, descobri o nome delas e fui investigar.

Fernanda R-Mesquita
25 de agosto de 2010

Wikipédia:

A pega-rabuda é comum em toda a Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. Distribui-se pelo Hemisfério Norte, entre os 70º N na Europa e 15º N na Arábia Saudita. Na América do Norte está confinada à parte ocidental. Na Península Ibérica, encontramos a subespécie Pica pica melanotos que em Portugal é comum no norte e centro do país, estando no Alentejo mais confinada ao interior.
São aves generalistas, podendo ser encontradas numa grande variedade de habitats. Vivem principalmente em zonas agrícolas de características diversas, como terrenos de cultura com arbustos e árvores ou pequenas matas nos campos, mas ocorrem mesmo em zonas suburbanas com parques ou jardins.
Da Primavera até ao Outono, alimentam-se principalmente de insectos, que nunca chegam a faltar completamente mesmo no Inverno. Também exploram carcaças de animais mortos, caçam pequenos vertebrados, especialmente ratos-do-campo e atacam ninhos até ao tamanho das posturas dos faisões. Comem também grãos de cereais e outros alimentos vegetais. Alimentam-se essencialmente no chão ou saltitando entre ramos e arbustos. O hábito de armazenar comida excedente ter-lhe-á permitido adaptar-se e expandir-se a habitats aparentemente inóspitos. Apesar de se alimentar nos vários habitats que ocupa, parece preferir as zonas de pastoreio e zonas próximas de superfícies de água onde os invertebrados do solo são mais abundantes. No Inverno vasculham nas lixeiras quaisquer coisas que possam ser aproveitadas.
A sua reputação de ladra é pouco justificada, uma vez que ocorrências autênticas de cleptomania são extremamente raras, tendo sido no entanto reportados alguns casos de ninhos com objetos brilhantes, não necessariamente de prata, mas que nada têm a ver com alimento.
Os seus hábitos alimentares (come quase tudo) deram origem a que o nome da espécie – Pica – fosse dado a uma doença de comportamento humano.


Comentários