O livro de Ísis














Ao imaginar que tu existes


Ainda não sei se és princípio no corpo da tua mãe,
mas apenas a possibilidade de existires
abre em mim uma janela, por onde eu lanço a minha voz
para te dizer que eu te amo, meu amor.
Sim, chamo-te de meu amor sem medo de me expor à zombaria alheia
(Porque, hoje em dia, muitos riem de quem tem a coragem de falar de amor)
Se me ouvires antes de entrares no teu berço maternal
leva esse amor contigo e fá-lo estrela no teu céu, que sei que será vasto.
Que o sol te seja farol,
luz e amor a crepitar nos teus caminhos.
Eu hei-de deixar partes de ti em poema
e tu porque crescerás dentro dos braços dos teus pais
e os três existirão, por longos dias, embriagados de harmonia
num lar pleno de plantas tranquilas, aspirarás colecionar abraços.
Os humanos ficarão espantados como o o amor
faz ninho dentro do amor.
E porque ao pensar que tu existes, 
ao imaginar tudo isto... dentro de mim, primavera!













Fernanda R-Mesquita

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